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A mostrar mensagens de Abril, 2016

Até Setembro

O tempo e eu não nos temos entendido. E no meio de um projecto que me tem tomado mais tempo do que eu pensava ou queria, não consigo pedalar estas crónicas.
Além disso, não escrevo ruído.

Voltamos em Setembro.


primaveras antigas, i

Montaigne: a altura mais profunda

Não sei o que seria (o que é) estar vivo sem os os Ensaios de Montaigne.

Curiosamente, não o posso ler todos os dias. São raros os dias em que o leio; mas quando o faço, parece que respiro de novo, que uma página inflama outro quarto longe daquele em que estou, alargando luz em duas dimensões.
Este livro não me larga para onde quer que vá, e preciso que esteja ao meu lado enquanto durmo, ele mesmo lâmpada.
Fiquei surpreendido quando há dias, ao folhear a versão francesa que tenho há anos, percebi que o tinha comprado precisamente em Bruxelas, num março de 2009, numa das minhas então frequentes viagens aqui. Se preciso fosse, confirmei assim como este livro me ajuda a compreender a realidade.

Tendo vivido num tempo em que a Europa se dividia entre católicos e protestantes, e em que a própria França se trucidava em sucessivas Guerras de Religião; em que os Turcos ameaçavam chegar a Viena, um centro distante mas pólo do mundo conhecido; se destruíam cidades na Europa e criava…

Não é preciso ser adivinho

Pouco antes dos atentados, roubando tempo ao tempo, li de uma penada o magnífico Milénio de Tom Holland (publicado em Portugal pela Alethéia); e como acontece quando a realidade quotidiana fere e bate, voltei ao meu livro de cabeceira favorito, os Ensaios de Montaigne. Voltarei aqui sobre ambos quando os dias me forem propícios.