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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2016

voltamos a 10 de Abril

qualquer coisa em forma de coisa nenhuma, XXVI

Caranguejola

Estou feliz por ter vivido este dia: aquele em que, de uma vez por todas, Cavaco Silva abandona a vida política portuguesa.

Eu faço parte da geração que viveu sob o jugo das suas maiorias absolutas. A tal "geração rasca", assim chamada por termos combatido mudanças que só pioraram o ensino em Portugal. Que pena, hoje, de não termos feito ainda mais para impedir a acção deste senhor. Uma geração onde o ensino piorou, as condições de entrada no mercado de trabalho também, onde toda a esperança se tornou em saídas cortadas. A geração rasca, a mais qualificada da história do país, foi aquela também que a história excluiu.

Muitos dirão que trouxe estabilidade, num país onde nenhum governo cumprira a legislatura antes dele. Que trouxe planos, pensamento, gestão. Uma ideia para o país. Tudo isto é falso. Sim: foram-lhe dadas duas maiorias absolutas. Sim, o nível de vida subiu. Mas isto à custa de receitas que em Portugal estavam esgotadas desde sempre: um Fontismo fora de época, co…

vela, a música

Toda a Sexta e todo Sábado, dias 3 e 4 de Março, passei-os numa vontade imensa de ouvir a Paixão Segundo S. Mateus de Bach.
Não é uma obra que eu oiça muito, apesar de gostar muito de Bach. Os recitativos, muitos deles lindíssimos, ainda quebram a minha narrativa interior. Talvez por eu ainda ser mais romântico do que barroco, e querer um discurso integral, sem quebras. Ainda não percebi que a vida é feita de roturas, de discursos descontinuados, de trajectórias suspensas e recuperadas - penso para mim, quando me vejo a reagir aos recitativos.

Procurei as versões todas que tinha. Fui ao Youtube. Acabei por perceber - consequências diasporais - que para meu espanto tenho três versões da Paixão segundo S. João e apenas uma da Paixão segundo S. Mateus. Precisamente a de Harnoncourt.

Ouço-a. Várias vezes. Preciso de mais intensidade, penso se comprarei ou não outra versão, mas volto a Harnoncourt. Ponho o disco de novo, querendo outro, mas ouvindo-o de novo. Estranho-me porquê aquela in…

qualquer coisa em forma de coisa nenhuma, XXV

qualquer coisa em forma de coisa nenhuma, XXIV