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100 Sem Nunca: Rachmaninov e Prokofiev por Byron Janis

Este é o disco para quem atravessa uma crise de identidade: deixa, cortadas, veias velhas, as paisagens do seu Romantismo, como uma coisa antiga e limitante, uma doença de olhos que passasse para a alma. Para se aproximar da revolta criadora, da descoberta da liberdade interior, do corte consigo como mecanismo de auto-conhecimento.
De Rach1 a Prokofiev3, Janis e Kondrashin rebentam a história da música e os seus baluartes e definidores: é uma viagem pelos ouvidos que desconstrói programações mentais, restabelece fluxos criativos, cria ligações entre desejo e fome de absoluto.
Este disco representa também um momento histórico, como já referi aqui. Para mim, não é apenas uma audição: é uma operação, uma oração cortante entre presente e futuro. Salto nas suas ondas asas de esfinge para o futuro de mim; e ligando a felicidade ao cumprir-me, saio limpo, cósmico.

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