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Não quero um futuro retrocedido: Os vendedores vendidos


 
Quem quer acordar na Segunda-feira num país que não existe?
Quatro anos de “consolidação”, quatro anos de “esforço”, quatro anos de “responsabilidade”. A história é esta: a de um governo que perante uma crise cíclica resolve aniquilar um país. A de um governo que para pagar seis meses de orçamento vende uma empresa que demorou cinquenta anos a criar e a desenvolver. Que destrói com medidas anticonstitucionais as conquistas de milhares de cidadãos durante a ditadura e o pós-revolução. Que inventa taxas de emprego quando expulsa os seus melhores e cria programas de emprego temporário. Que tem um plano óbvio de venda das riquezas do país ao estrangeiro.
Quem quer dar carta branca a estes liquidatários chamados como salvadores? Quem quer dizer a esta gente que pode continuar a massacrar desempregados, a despojar reformados, a inventar impostos ilegais, e a continuar a vender o país? “E o que se compra com lendas/ vende-se em somas redondas”?
Quatro anos em que destruíram a Ciência, arquivaram a Cultura, estupidificaram a Educação. Quatro anos do Governo mais nocivo da história da Democracia, que transformou direitos em pagamentos, valores em dívidas. De um Governo que não acredita que o Portugal Democrático pós-25 de Abril fazia sentido. Que se dedicou a queimar o contrato social, a transformar os Impostos em Inquisição e Justiça, que não acredita na geração de riqueza mas nos cálculos das agências de notação. De cuja campanha e programa para os próximos 4 anos sabemos Zero: porque se ocuparam a desvirtuar o programa dos adversários. Quatro anos de carta branca, de cheque em branco, a quem vendeu tudo para ter os “cofres cheios” de dívida. Que vendeu as riquezas do Estado em vez das gorduras do Estado, cortando em direitos adquiridos? Que sabe tão pouco de Economia que atacou as classes de menores rendimentos em vez de as apoiar?
Como é possível que quem passou quatro anos a ser perseguido pelo próprio Governo queira agora reelegê-lo? Quem quer acordar sem nada daqui a outros quatro?
“Tempo de compras e vendas
Tempos de vendas e compras
E o que se compra com lendas
Vende-se em somas redondas.”
Já escrevia nos anos 1960 Natércia Freire, sobre outros “agiotas” que vendiam uma ideia de país e de estabilidade construindo irrealidade e impondo uma ditadura.
E querem reelegê-los no Domingo. Mais quatro anos para os vendedores vendidos.
Quem quer acordar na Segunda-feira e continuar a viver em Portugal?

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