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Os Cortes e as Aranhas

Scissor Spiders, por Christopher Locke
E pacificamente, sem mortes nem feridos, o país calmo acabou com uma medida injusta, a TSU.
Era uma medida inqualificável que mexia nas - poucas - únicas coisas sagradas do Estado: a previdência. 
Como é que seria possível que o dinheiro poupado, guardado, ganho por tantos reformados que trabalharam ano após ano lhes seria roubado?
Qual é o direito que têm de nos roubar um estado de direito?

E o que virá a seguir? O que nos levarão depois?

Eu gostaria de saber o que continuam a ganhar os maravilhosos gestores estatais que nos deixaram nesta situação.

E sobretudo, gostaria que o Governo levasse a Bruxelas a voz de quase um milhão de pessoas que a 15 de Setembro desfiou pelas ruas do país. E dissesse, claramente, aos chefes reais da troika (não aos funcionários que cá vêm fazer o seu trabalho): não podemos mais. Produzimos resultados, não podemos mais.

Estes cortes não são só poupanças: são teias de aranha para acabar com a pequena vida de todos nós. Ou não somos já, e só, apenas insectos?

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