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my name is intranquility

(7º Festival de Poesia "Brutal" - Zagreb - dias 3 e 4)

«The names of rivers, of extinct streets»: assim um poema de Tom van de Voorde abre numa paisagem física uma paisagem interior. Assim as duas noites de leitura (12 e 13 de Abril).

Noite 1, 12 de Abril
Bosse Hellsten, com uma voz a ressoar escandinávias, leu os seus poemas; sarcásticos, apenas, a uma primeira leitura, cheios de reencaminhamentos sobre a situação da minoria sueca na Finlândia. Mas depois o texto abre-se, torna-se uma espécie de corredor em que tudo ressoa: «the damn poem is turning inside».
Depois, Martina Vidaic: «to leave a possibility for a root to turn». O lugar das coisas é a sua permanência nos seres, não apenas o que eles são. A voz é suave, quase inexistente; a poesia, o seu oposto absoluto: forte, de uma clareza assustadora.
No fim, este que escreve. «Concerto sem orquestra», um poema que estava perdido e que este festival resgatou:
«tirei o coração ao coração
mas ainda sangrava muito eu
ainda faltava muito eu»

Noite 2, 13 de Abril (sexta-feira 13)
O triplo da assistência na sala maior do Sublink. O poeta local Davor Mandic começou: «I accuminated my spine». Tudo parece um jogo de desconstrução por acumulação.
Depois, os poemas de amor maternos de Sonja Harter, em que o desejo de um ser parece precisar das palavras para se formar:
«thinner than
the air of adolescence
falling from the sky»
No fim, as paisagens multiplicadas, a desnoção de espaço e tempo numa experiência na intranquilamente suave poesia de Tom van de Woorde.

Os poemas sempre lidos na língua original e na tradução croata ou inglesa, e a sensação de um tecido de sentidos desmultiplicado fazia com que cada um de nós fosse maior do que a sua voz. No ego trips: mas a soma do incomensurável que cada verso esconde.

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