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OUTROS SOLDADOS



A «Economist» faz do assunto a sua capa do número da semana passada: «Invasion of the sovereign-wealth funds».
A questão é economiquesa mas não deixa de ser interessante: entre outros assuntos, refere a revista que os bancos e outras entidades financeiras americanas estão a ser compradas por empresas na Ásia.
À ideia surge-me automaticamente a imagem do Império Romano, cujas fileiras de soldados são cheias por antigos “bárbaros”, cuja fidelidade à romanidade e ao Imperador é circunstancial. Alguns historiadores apontam mesmo que a sua fidelidade se devia apenas ao seu chefe: donde as inúmeras revoltas onde vários imperadores conviviam, aclamados pelos seus soldados.
Na Roma actual, os EUA, vão tendo as suas fileiras também cheias e ocupadas por soldados de outras proveniências: o tecido económico americano vai pertencendo a outros.
A adensar a tantas marcas de fim que o império já tem, esta. A crise financeira desta semana vai tirando o tapete dos pés e a mostrar que o chão não é o que pensávamos. O centro do mundo move-se cada vez mais, é cada vez mais agora na Ásia. E o império americano vai-se perdendo. Ou não são notórias as semelhanças de Bush com Calígulas, Cómodos e afins?

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