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Perguntas de um católico sobre uma época comercial chamada Natal, III


Por último: mesmo quando fui neutramente agnóstico, e todos os mistérios me pareceram invenções bem oleadas, o Natal não deixou de sempre me inquietar. Não fui o único: se percorrermos qualquer antologia de poesia sobre o Natal, da última organizada por Graça Moura (Natal, Natais) ou qualquer estrangeira, vemos que o tema foi glosado e pensado por inúmeros poetas. E isso tem muitíssimo a ver com a mais inesperada, rasgada surpresa de uma criança filha de Deus nascida em palhas.
Se um coro de anjos, prodígios maravilhosos, acontecimentos geológicos incríveis, tremores de terra e relâmpagos desfigurando o céu tivessem anunciado ao mundo inteiro o nascimento de Cristo, todos seríamos forçados a acreditar. Preferiu antes ser uma criança anónima nascida num lugar de empréstimo e de passagem.
Estrangeiro da sua própria natureza.

Comentários

Anónimo disse…
independentemente do credo de cada um, é com estima que lhe desejo um feliz natal. porque além da época comercial, acredito que também seja mais humana. um bom ano.
Pedro Sena-Lino disse…
Obrigado, e para si e todos os leitores do blogue um Feliz Natal e um recriativo 2008

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